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Leão XIV afirma que acesso à saúde é condição essencial para a paz social
Pontífice alerta para desigualdades no cuidado com a saúde e destaca que garantir atendimento aos mais vulneráveis é um imperativo moral para sociedades justas
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 18/03/2026 18:13
Papa
Foto: Vatican Media

Durante encontro realizado nesta quarta-feira (18), no Vaticano, o Papa Leão XIV afirmou que o acesso à saúde não pode ser tratado como privilégio, mas como uma condição fundamental para a construção da paz social.

A declaração foi feita ao receber os participantes da conferência “Quem é meu próximo hoje?”, promovida pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) - Região Europa e a Conferência Episcopal Italiana.

Saúde e justiça social

Em sua reflexão, o Papa destacou que a paz está diretamente ligada à superação das desigualdades, especialmente no campo da saúde, onde muitos ainda não têm acesso a cuidados básicos.

Segundo o Pontífice, garantir cobertura universal não é apenas uma meta técnica, mas uma exigência ética para sociedades que desejam promover justiça e dignidade.

Leão XIV alertou ainda que a exclusão no acesso à saúde pode gerar consequências sociais graves, tornando-se fator de tensão e conflito.

Atenção à saúde mental

O Papa também chamou atenção para a necessidade de cuidar da saúde mental, sobretudo entre os jovens. Ele ressaltou que os sofrimentos psíquicos, muitas vezes invisíveis, são tão graves quanto as enfermidades físicas.

Nesse contexto, reforçou a urgência de uma mudança de atitude diante das crescentes desigualdades, incentivando políticas e práticas que promovam o cuidado integral da pessoa.

“Quem é o meu próximo?”

Inspirado na pergunta do Evangelho de Lucas, o Pontífice convidou os cristãos a voltarem o olhar para aqueles que sofrem, especialmente os mais vulneráveis e marginalizados.

Ele advertiu que a indiferença diante da dor alheia compromete a construção de uma sociedade justa e solidária.

Cultura do cuidado e fraternidade

Ao concluir, o Papa destacou que o cuidado com o outro é essencial para a construção de comunidades mais humanas e fraternas.

Segundo ele, “cuidar da humanidade dos outros” é também um caminho para viver plenamente a própria humanidade.

 

O Pontífice reafirmou ainda que a Igreja, em colaboração com organismos internacionais, pode contribuir de forma significativa para a redução das desigualdades no campo da saúde, promovendo a dignidade humana e a fraternidade entre os povos.

Com informações Vatican News

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