Nascido em 2 de fevereiro de 1641, em Saint-Symphorien-d’Ozon, na França, Cláudio cresceu em uma família profundamente religiosa. Ainda jovem, após estudar em um colégio jesuíta, sentiu o chamado para ingressar na Companhia de Jesus, iniciando o noviciado aos 17 anos. Depois de percorrer o caminho de formação em filosofia e teologia, foi ordenado sacerdote em 1669.
Missão marcada pelo serviço e reconciliação
Ao longo de sua vida, o jesuíta exerceu diversos serviços pastorais. No entanto, um período foi decisivo para sua missão: os anos vividos em Paray-le-Monial, entre 1675 e 1676. Ali, atuou no acompanhamento espiritual, promoveu a reconciliação entre fiéis e religiosos, colaborou com obras sociais e dedicou-se intensamente ao ministério das confissões.
Foi nesse contexto que se tornou diretor espiritual de Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa que relatava visões de Cristo convidando à devoção ao Seu Coração. Com profundo discernimento espiritual, Cláudio acolheu e confirmou essas experiências, tornando-se um dos grandes responsáveis pela difusão dessa devoção na Igreja.
Fidelidade até o fim
A partir de 1677, começaram a surgir os primeiros sinais da tuberculose, doença que acompanharia seus últimos anos de vida. São Cláudio faleceu em 15 de fevereiro de 1682, deixando um testemunho marcado pelo amor a Deus, zelo apostólico e total entrega ao próximo.
Seu testemunho foi reconhecido oficialmente pela Igreja: foi beatificado em 1929 pelo Papa Pio XI e canonizado em 1992 pelo Papa João Paulo II.
A memória de São Cláudio de la Colombière segue inspirando fiéis a viverem uma fé profunda, marcada pela confiança no amor misericordioso de Deus e pela dedicação ao serviço da Igreja.