O Papa Leão XIV conduziu, neste domingo (15), a oração do Angelus diante de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. Na reflexão que antecedeu a oração mariana, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, que apresenta um trecho do Sermão da Montanha, destacando o verdadeiro sentido da Lei à luz do amor.
O Papa explicou que, após proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida os discípulos a entrar na novidade do Reino de Deus, revelando o significado profundo dos preceitos da Lei de Moisés. Segundo ele, a Lei não deve ser vivida como uma prática exterior para “sentir-se bem diante de Deus”, mas como caminho de relação de amor com Deus e com os irmãos.
“O cumprimento da Lei é o amor, que realiza o seu significado profundo e o seu fim último”, afirmou o Pontífice, recordando que Jesus não veio abolir a Lei, mas levá-la à perfeição.
Justiça que nasce do amor
Durante a alocução, o Papa destacou que o Evangelho propõe uma “justiça superior”, que vai além da simples observância de mandamentos. Trata-se de uma justiça que transforma o coração e compromete a vida com o amor concreto.
Ele explicou que Jesus utiliza as chamadas “antinomias” — quando contrapõe o que foi dito aos antigos e o que Ele próprio ensina — para mostrar a diferença entre uma religiosidade formal e a justiça do Reino de Deus.
Para tornar essa mensagem mais concreta, o Papa apresentou exemplos do próprio Evangelho: não basta evitar a violência física se as palavras ferem a dignidade do próximo; da mesma forma, a fidelidade conjugal não pode existir sem ternura, respeito, escuta e cuidado mútuo.
“O Evangelho nos oferece este precioso ensinamento: não basta uma justiça mínima, é preciso um amor grande, que é possível graças à força de Deus”, sublinhou.
Convite à lógica do Reino
Ao concluir, o Papa convidou os fiéis a pedir a intercessão da Virgem Maria para aprender a viver a justiça do Reino de Deus no cotidiano.
O Pontífice encorajou todos a acolher a lógica do amor, que conduz à verdadeira relação com Deus e fortalece a fraternidade entre as pessoas.
Com informações Vatican News