No Angelus, Papa Leão XIV afirma: “Deus nunca nos abandonará”
Ao refletir sobre as Bem-aventuranças, Pontífice destaca que o encontro com Jesus devolve alegria, sentido e luz à vida, mesmo nas feridas mais profundas
Por Redação Rádio Amar e Servir
Publicado em 08/02/2026 11:16
Papa

Da janela do apartamento pontifício, o Papa Leão XIV presidiu neste domingo, 8 de fevereiro, a oração do Angelus, diante de milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. Em sua meditação, o Pontífice refletiu sobre as palavras de Jesus após a proclamação das Bem-aventuranças, sublinhando que o encontro com Cristo transforma a existência humana e ilumina até as zonas mais obscuras da vida.

Segundo o Bispo de Roma, Jesus não se limita a enunciar as Bem-aventuranças, mas dirige-se diretamente àqueles que as vivem, afirmando que, por meio delas, “a terra já não é a mesma e o mundo já não está em trevas”. Para Leão XIV, a verdadeira alegria nasce de um modo de vida escolhido, que dá sabor e luz à experiência cotidiana e se manifesta no próprio modo de Jesus viver, falar e agir.

“O encontro com Jesus — pobre de espírito, manso, simples de coração e sedento de justiça — impede que a vida volte a ser insípida e monótona”, afirmou o Papa, destacando que a misericórdia e a paz revelam-se como forças de transformação e reconciliação nesse caminho evangélico.

Uma luz que cura as feridas

Ao recorrer ao Livro do Profeta Isaías, Leão XIV recordou atitudes concretas capazes de vencer a injustiça: repartir o pão com os famintos, acolher os pobres e desabrigados, vestir os nus e cuidar dos próprios irmãos. “Então a vossa luz romperá como a aurora, e a vossa cura brotará rapidamente” (Is 58,8), citou o Pontífice, explicando que essa imagem expressa, ao mesmo tempo, uma luz que dissipa as trevas e uma ferida que é curada.

O Papa reconheceu que muitas pessoas se sentem como o “sal que perdeu o sabor”, inúteis ou quebradas, com a própria luz escondida. No entanto, reafirmou com firmeza: “Deus nunca nos rejeitará”. “Ele conhece nossos nomes, importa-se com a nossa singularidade e é capaz de curar toda ferida, mesmo a mais profunda, quando acolhemos a palavra das Bem-aventuranças e retornamos ao caminho do Evangelho”, assegurou.

Reacender a alegria no cotidiano

Leão XIV destacou ainda que gestos simples de abertura e atenção ao próximo são capazes de reacender a alegria da vida, mesmo que, muitas vezes, coloquem o cristão em contradição com a lógica do mundo. Recordando as tentações de Jesus no deserto, o Papa observou que o Senhor rejeitou caminhos que o fariam perder o “verdadeiro sabor”, aquele que se encontra no Pão partido, sinal de uma vida doada e de um amor silencioso.

Ao concluir, o Pontífice exortou os fiéis a se deixarem nutrir e iluminar pela comunhão com Jesus, para se tornarem como “uma cidade situada sobre um monte”, não apenas visível, mas acolhedora e desejável. Por fim, confiou todos à intercessão de Maria, Porta do Céu, pedindo que ela ajude cada cristão a permanecer fiel como discípulo de seu Filho.

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