Papa: quando desarmamos o coração, crescemos na caridade e na unidade
Ao receber jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais, Leão XIV destacou que as diferenças entre as Igrejas são riqueza comum e que a unidade dos cristãos é caminho de paz e reconciliação para o mundo.
Por Jéssica Maia
Publicado em 05/02/2026 12:03
Papa
Foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV recebeu, nesta quinta-feira (05/03), na Sala Clementina, no Vaticano, jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais que participam de uma visita de estudo organizada pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O grupo reúne representantes das Igrejas armênia, copta, etíope, eritreia, malankara e siríaca.

Logo no início do encontro, o Pontífice expressou gratidão pela visita e pelo intercâmbio vivido em Roma:

“Tenho certeza de que esta visita foi uma bênção para todos que aqui se encontraram com vocês, permitindo-lhes aprender mais sobre suas Igrejas.”

Um só corpo, uma só esperança

Recordando a recente Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa retomou as palavras da Carta aos Efésios: “Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação de vocês os chamou a uma só esperança”.

Leão XIV evocou a experiência missionária de São Paulo, que percorreu diversas regiões e conheceu as particularidades das primeiras comunidades cristãs.

“O apóstolo compreendeu que as comunidades podiam tornar-se demasiado fechadas em si mesmas. Por isso, lembrava sempre que todas faziam parte do único Corpo Místico de Cristo.”

Diferenças que enriquecem

O Papa sublinhou que a diversidade entre as Igrejas não é obstáculo, mas riqueza espiritual partilhada:

“As diferenças históricas e culturais em nossas Igrejas constituem um mosaico esplêndido de nossa herança cristã comum.”

Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de apoio mútuo e crescimento conjunto na fé em Cristo, fonte da verdadeira paz.

Desarmar o coração para crescer na caridade

O momento central do discurso foi o convite à conversão interior como caminho para a unidade. Citando o Patriarca Atenágoras, pioneiro do movimento ecumênico, o Papa recordou a importância da “guerra contra nós mesmos”.

“Quando eliminamos os preconceitos que temos dentro de nós e desarmamos nossos corações, crescemos na caridade, colaboramos mais estreitamente e fortalecemos nossos laços de unidade em Cristo.”

Segundo o Pontífice, a unidade dos cristãos não é apenas um objetivo interno da Igreja, mas uma contribuição concreta para o mundo:

“A unidade dos cristãos torna-se também um fermento para a paz na terra e a reconciliação de todos.”

Oração e bênção final

Ao concluir, Leão XIV agradeceu a visita dos participantes, assegurando-lhes sua oração e confiando-os à proteção de Maria:

 

“Que o Senhor os abençoe e que a Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, proteja vocês e suas amadas Igrejas.”

 

Com informações Vatican News

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