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Papa Leão XIV confia à Virgem Maria a paz no mundo e pede comunhão na Igreja
No mês mariano, o Pontífice destaca a força do Terço, recorda jornalistas mortos em conflitos e agradece iniciativas que protegem os mais vulneráveis
Por Murilo Galhardo
Publicado em 03/05/2026 18:30
Igreja

Após a oração do Regina Caeli neste V Domingo do Tempo Pascal, o Papa Leão XIV voltou seu olhar à Virgem Maria, confiando a ela as grandes intenções da Igreja e do mundo. No início do mês de maio, tradicionalmente dedicado à Mãe de Deus, o Pontífice convidou os fiéis a redescobrirem a beleza e a força espiritual da oração do Terço, especialmente como caminho de unidade e intercessão diante das dores da humanidade.

Diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Papa recordou que a experiência da oração mariana remonta às origens da Igreja, quando, após a Ascensão de Jesus Cristo, os discípulos se reuniam em oração à espera do Espírito Santo. Naquele momento decisivo, Maria estava presente, sustentando a fé da comunidade nascente e mantendo viva a chama da esperança.

“Confio-vos minhas intenções, em particular pela comunhão na Igreja e pela paz no mundo.”

Ao retomar essa imagem do Cenáculo, o Pontífice propõe um caminho muito concreto para os dias de hoje. Em meio a um cenário global marcado por conflitos, divisões e inseguranças, a oração torna-se um espaço de reencontro e reconstrução. A comunhão na Igreja e a paz no mundo não são apenas ideais distantes, mas pedidos urgentes que brotam do coração de quem crê.

A reflexão também se estendeu ao contexto social e político, ao lembrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, promovido pela UNESCO. O Papa destacou a importância de garantir uma informação livre e responsável, alertando para as constantes violações desse direito em diversas partes do mundo.

Com palavras firmes, o Pontífice recordou especialmente aqueles que pagaram com a própria vida o compromisso com a verdade. Em zonas de guerra e contextos de violência, jornalistas e repórteres enfrentam riscos extremos para levar informação à sociedade.

“Recordamos os numerosos jornalistas e repórteres vítimas de guerras e da violência.”

A memória desses profissionais se torna, assim, um chamado à responsabilidade coletiva. Defender a liberdade de imprensa é também proteger a dignidade humana e fortalecer os pilares de uma sociedade justa e democrática.

Em outro momento, o Papa expressou gratidão à Associação Meter, que há trinta anos atua na defesa de crianças e adolescentes vítimas de abusos. O reconhecimento do Pontífice ressalta a importância de iniciativas que unem Igreja e sociedade na promoção da vida e na proteção dos mais vulneráveis.

“Obrigado pelo vosso serviço na defesa dos menores e na prevenção dos abusos.”

A catequese se completou com um gesto de proximidade e carinho aos povos presentes em Roma. Entre eles, os fiéis peruanos devotos da Virgem de Chapi receberam uma saudação especial. O vínculo do Papa com o Peru, onde viveu parte de sua missão, tornou esse momento ainda mais significativo, revelando uma Igreja que é verdadeiramente universal, mas também profundamente próxima das histórias concretas dos povos.

Assim, ao confiar tudo a Maria, o Papa Leão XIV aponta para um caminho simples e profundo. Em um mundo ferido, a oração humilde, a memória dos que sofrem, o compromisso com a verdade e o cuidado com os mais frágeis se tornam sinais concretos de esperança. Sob o olhar materno de Maria, a Igreja é chamada a ser espaço de comunhão, casa de todos e instrumento de paz.

 
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