Durante a oração do Angelus neste quinto domingo da Quaresma, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a refletirem sobre o sentido profundo da vida cristã e a se libertarem do que chamou de “sepulcros” espirituais, como o egoísmo, o materialismo e a superficialidade.
A meditação partiu do Evangelho da ressurreição de Lázaro de Betânia (Jo 11,1-45), proclamado na liturgia do V domingo da Quaresma. Segundo o Pontífice, esse episódio revela a vitória de Cristo sobre a morte e recorda aos cristãos o dom da vida nova recebido no batismo.
Uma sede que nada finito pode preencher
Em sua reflexão, o Papa destacou que o coração humano traz uma sede profunda de infinito, que não pode ser saciada pelas realidades passageiras.
Segundo ele, o mundo contemporâneo frequentemente busca satisfação na fama, nos bens materiais ou nos divertimentos, mas essas realidades não conseguem preencher o desejo mais profundo da pessoa humana.
Nesse sentido, citando as Confissões de Santo Agostinho, o Pontífice recordou que o ser humano foi criado para Deus e só encontra descanso pleno nele.
Libertar-se dos “sepulcros” interiores
Comentando o gesto de Jesus diante do túmulo de Lázaro, o Papa afirmou que o convite de Cristo — “Vem para fora!” — também se dirige aos cristãos de hoje.
Segundo ele, muitas vezes as pessoas permanecem presas a hábitos, condicionamentos e modos de pensar que se tornam verdadeiras “pedras” que aprisionam o coração. Esses lugares espirituais, explicou, não produzem vida, mas geram desorientação, insatisfação e solidão.
A Quaresma, portanto, é um tempo favorável para permitir que a graça de Cristo retire essas pedras e conduza os fiéis a uma vida renovada no amor.
Preparação para a Semana Santa
O Pontífice também recordou que a proximidade da Semana Santa convida os cristãos a reviver os acontecimentos da Paixão do Senhor para compreender mais profundamente o mistério da redenção.
Ao concluir a reflexão, o Papa confiou o caminho quaresmal à intercessão da Virgem Maria, pedindo que os fiéis vivam esses dias com fé, confiança e fidelidade.
Esporte como sinal de esperança
Após a oração do Angelus, o Pontífice também saudou os atletas que participaram da Maratona de Roma, destacando o esporte como um sinal de esperança e um caminho que pode promover paz, inclusão social e espiritualidade.
Com informações Vatican News