No dia 13 de março de 2013, a fumaça branca que saiu da Capela Sistina anunciou ao mundo que a Igreja Católica tinha um novo papa. Pouco depois, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio aparecia na varanda da Basílica de São Pedro e se apresentava ao mundo como Papa Francisco.
A escolha do nome, inspirada em São Francisco de Assis, já indicava o estilo que marcaria seu pontificado: uma Igreja mais simples, próxima das pessoas e comprometida com os pobres.
Francisco conduziu a Igreja por 12 anos e 39 dias, até sua morte em 21 de abril de 2025. Mesmo após sua partida, seu pontificado continua sendo lembrado como um dos mais marcantes da Igreja contemporânea.
O primeiro papa jesuíta
Francisco também entrou para a história como o primeiro papa membro da Society of Jesus, ordem religiosa fundada por Ignatius of Loyola no século XVI.
A espiritualidade inaciana, base da tradição jesuíta, valoriza o discernimento, a escuta de Deus na vida cotidiana e o compromisso com a missão. Ela convida os cristãos a buscar Deus em todas as coisas e a colocar seus talentos a serviço do bem comum.
Esses elementos marcaram profundamente o estilo pastoral do Papa Francisco. Ao longo de seu pontificado, ele insistiu que a Igreja deveria ser missionária, aberta e próxima das pessoas, especialmente das mais vulneráveis.
Uma Igreja em saída
Entre as principais marcas do pontificado de Francisco está o chamado a uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro das periferias humanas e existenciais.
Ele também destacou a importância da sinodalidade, incentivando uma Igreja que caminha junto, escutando o povo de Deus e discernindo os caminhos da missão.
Durante seu pontificado, Francisco também publicou documentos importantes, como a encíclica Laudato Si’, dedicada ao cuidado com a criação e à responsabilidade com a “casa comum”.
Um legado que continua inspirando
Treze anos após sua eleição, o legado do Papa Francisco continua presente na vida da Igreja e nas iniciativas que buscam anunciar o Evangelho no mundo de hoje.
Sua vida recorda que a fé cristã se expressa na proximidade com as pessoas, na busca pela justiça e no cuidado com a criação.
Para obras inspiradas pela espiritualidade jesuíta, como a Rádio Amar e Servir, esse legado também se traduz em missão: comunicar esperança, acompanhar as pessoas e anunciar a fé com alegria.
No coração da tradição inaciana permanece um convite simples e profundo: em tudo, amar e servir.

13 momentos que marcaram o pontificado do Papa Francisco
1. Eleição histórica (2013)
Primeiro papa latino-americano e o primeiro jesuíta da história da Igreja.
2. Escolha do nome Francisco
Inspirado em São Francisco de Assis, símbolo de simplicidade e cuidado com os pobres.
3. “Uma Igreja pobre para os pobres”
Uma das primeiras mensagens de seu pontificado, que se tornou marca de sua missão.
4. Encíclica Laudato Si’ (2015)
Documento histórico sobre o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com a casa comum.
5. Ano Santo da Misericórdia (2015–2016)
Convocação mundial para redescobrir a misericórdia como centro da vida cristã.
6. Defesa dos migrantes
Francisco tornou-se uma das principais vozes globais em defesa dos refugiados e migrantes.
7. Reforma da Cúria Romana
Mudanças estruturais no governo da Igreja para fortalecer sua missão evangelizadora.
8. A Igreja em saída
Incentivo constante para que comunidades cristãs saiam ao encontro das periferias.
9. Promoção do diálogo inter-religioso
Encontros históricos com líderes de diferentes religiões em favor da paz.
10. Valorização da sinodalidade
Fortalecimento da ideia de uma Igreja que escuta e caminha junto com o povo de Deus.
11. Proximidade com os jovens
Encontros e mensagens constantes incentivando a juventude a participar da vida da Igreja.
12. Gestos de simplicidade
Desde o início do pontificado, destacou-se por atitudes simples e próximas das pessoas.
13. O legado jesuíta
Seu pontificado foi profundamente marcado pela espiritualidade inaciana, baseada no discernimento, na missão e no serviço.