A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira (10) uma nota manifestando preocupação com a escalada de violência no Oriente Médio e convocando as comunidades católicas do país a intensificarem a oração pela paz.
A proposta é que, no próximo dia 19 de março, data em que a Igreja celebra a solenidade de São José, seja rezada nas celebrações eucarísticas e em outros momentos de oração a prece da iniciativa “Reza com o Papa”, que neste mês de março tem como intenção o desarmamento.
Segundo os bispos, a oração comunitária pode se tornar um sinal concreto de comunhão e esperança diante das tensões internacionais. Na nota, a presidência da CNBB convida os fiéis a elevarem um clamor a Deus pela paz entre os povos.
“Que em nossas comunidades se eleve um só clamor a Deus: que os corações sejam desarmados, que as armas se calem e que a paz floresça entre os povos”, afirmam os bispos. Eles também pedem a intercessão de São José para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem na busca de soluções pacíficas para os conflitos.
“A guerra nunca é solução”
No texto, os bispos alertam para as graves consequências dos conflitos armados, especialmente para a população civil, e recordam que a violência compromete a estabilidade internacional e aprofunda feridas difíceis de superar.
Em comunhão com os apelos recentes do Papa Leão XIV pela paz, a CNBB reforça o chamado da Igreja em diferentes partes do mundo para que prevaleçam a prudência política, o diálogo e o compromisso sincero com a reconciliação entre as nações.
A nota destaca ainda que a guerra nunca representa uma solução verdadeira para os conflitos entre os povos. “A violência armada provoca sofrimento incalculável, sobretudo entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações”, afirmam os bispos.
Ao final, a CNBB expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes internacionais a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação.