O Papa Leão XIV retomará, em 2026, sua agenda de Viagens Apostólicas com uma programação que contempla África e Europa. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25/02) pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
A viagem mais longa ocorrerá de 13 a 23 de abril e terá como destino quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. Na Argélia, o Pontífice visitará Argel e Annaba, seguindo os passos de Santo Agostinho, bispo de Hipona, figura central da tradição cristã.
Em seguida, o Papa seguirá para os Camarões (Yaoundé, Bamenda e Douala), Angola (Luanda, Muxima e Saurimo) e Guiné Equatorial (Malabo, Mongomo e Bata). A peregrinação une memória e missão: além da dimensão espiritual ligada a Santo Agostinho, o Santo Padre deverá dedicar atenção especial aos mais vulneráveis e às comunidades que atuam no cuidado dos pobres.
A paz também estará no horizonte da visita, especialmente na região anglófona do norte dos Camarões, marcada por tensões nos últimos anos. A etapa final será na Guiné Equatorial, único país africano de língua espanhola.
Mônaco: diálogo e presença inédita
Antes da viagem à África, em 28 de março, véspera da Semana Santa, o Papa fará uma visita de um dia ao Principado de Mônaco. Será a primeira vez, na era moderna, que o pequeno Estado receberá um Pontífice.
A visita responde aos reiterados convites das autoridades locais e destaca a importância do diálogo entre Igreja e instituições civis em um país onde o catolicismo é religião oficial.
Espanha e Ilhas Canárias: fé, cultura e desafios atuais
De 6 a 12 de junho, Leão XIV visitará a Espanha. Em Madri e Barcelona, o Pontífice participará da inauguração da nova e mais alta torre da Basílica da Sagrada Família, obra monumental idealizada por Antoni Gaudí, recentemente declarado Venerável Servo de Deus.
A programação inclui ainda uma etapa nas Ilhas Canárias, com visitas a Tenerife e Gran Canaria. A região é uma das principais rotas migratórias entre África e Europa, realidade que coloca no centro a questão da acolhida e da dignidade humana — temas caros ao magistério pontifício.
Igreja em saída
Com essas viagens, o Santo Padre visitará contextos diversos: uma nação de maioria muçulmana, como a Argélia, onde os cristãos são minoria; países africanos de forte tradição cristã; o segundo menor Estado do mundo; e uma Espanha marcada pela herança católica, mas também pelos desafios da secularização.
As Viagens Apostólicas de 2026 reforçam o chamado a uma Igreja em saída, próxima dos povos, promotora da paz e atenta aos sinais dos tempos.
Com informações Vatican News