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Sares participa de reunião da Cúpula dos Povos – Rumo à COP30
O encontro reuniu representantes de organizações sociais e movimentos populares para dialogar sobre a organização e construir estratégias de participação na COP30, que acontecerá em Belém, no Pará, em novembro de 2025
Por Felipe Moura
Publicado em 07/08/2025 12:39
COP 30
Participantes do encontro que ocorreu em Manaus/Foto: PAAM

O Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares) promoveu no dia 17 de dezembro, às 16h, no Auditório Loyola, em Manaus, uma reunião da Cúpula dos Povos – Rumo à COP30. O encontro reuniu representantes de organizações sociais e movimentos populares para dialogar sobre a organização da Cúpula dos Povos e construir estratégias de participação na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém, no Pará, em novembro de 2025.

A reunião marcou mais um passo importante na construção de uma agenda comum sobre as discussões climáticas, fundamentada na perspectiva dos povos originários, das comunidades tradicionais e dos movimentos sociais.

A mística inicial foi conduzida pela Conceição Cacica Kokama, que emocionou o público ao entoar o clássico Noite Feliz em sua língua originária. Em seguida, Socorro Papoula, representante das mulheres na Cúpula dos Povos, apresentou uma exposição sobre a organização do evento, destacando que as ações da Cúpula seguem os princípios da Carta do Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa).

Os seis eixos da Cúpula dos Povos

A programação da Cúpula dos Povos foi estruturada em torno de seis eixos principais:

1. Água, terra, territorialidade e soberania dos povos;

2. Justiça climática, reparação histórica, combate às desigualdades e ao racismo ambiental;

3. Transição justa, popular e inclusiva, com trabalho decente;

4. Defesa de um projeto popular, democrático, feminista e antirracista;

5. As cidades que queremos;

6. As mulheres construindo feminismo popular e garantindo protagonismo nas lutas socioambientais.

A exposição destacou a importância de fortalecer a participação da sociedade civil e dos movimentos populares na COP30, garantindo que as vozes das comunidades vulneráveis sejam ouvidas e influenciem as decisões globais sobre mudanças climáticas.

O encontro reafirmou o compromisso com a defesa de um modelo de desenvolvimento sustentável que respeite os direitos dos povos da Amazônia e promova justiça socioambiental em nível global.

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